domingo, 11 de junho de 2017

A casa de quem só nos faz o bem

Embora a escola onde meu filho passa o dia fique perto de onde a mãe dele trabalha, por ele ser dispensado uma hora antes dela, é o avô dele que vai buscá-lo. Mas, na última sexta-feira, este trabalho ficou para ela, porque uma invasão na casa do pai dela, não se sabe praticada por quantos criminosos, o impediu de nos ajudar, como, para não ser um avô só para visitas de fins de semana, tem feito desde o ano passado. A casa, como era de esperar, ficou uma bagunça, com coisas espalhadas de um andar ao outro. Segundo minha mulher, que uma semana antes havia pegado o computador dela para aproveitar a chamada de um técnico, foram levados dois notebooks, um tablet, dois televisores, um deles, se não me engano, recém-comprado, uma máquina fotográfica e uns 40 kg de moedas, algumas delas juntadas no tempo em que os pais dela, os quais durante mais de quatro décadas trabalharam com fotografia, foram donos de uma loja no Paraíso. Ainda bem que não havia ninguém em casa (minha cunhada havia ido para o trabalho e meu sogro, a uma consulta médica), ou o estrago poderia ter sido pior, porque dificilmente o dono da casa iria deixar as coisas que ele conseguiu com tanto sacrifício serem levadas sem ele não tentar fazer nada contra os ladrões. Na verdade, até que havia, o Tico, que, pela cara de vira-lata e pelos latidos, se é que latiu, não fez nada para impedir o invasor, ou invasores, de abrir o portão, arrombar a porta da sala e furtar a casa de seus donos. Só em ver as fotos que, na volta do trabalho, minha mulher tirou quando passou na casa para se solidarizar com o pai e a irmã, já me senti atingido pelo lamentável acontecimento, porque a casa de quem só nos faz o bem também é nossa. Enquanto escrevo este texto, minha mulher está ajudando minha cunhada a continuar a faxina que elas não conseguiram acabar no sábado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.