segunda-feira, 10 de abril de 2017

O nome de meu filho

Recentemente, a escola para a qual meu filho foi neste ano, que fica perto de onde a mãe dele trabalha, deu como lição de casa aos pais a tarefa de contar a história do nome do filho, dever que minha mulher deixou para mim, já que fui eu que dei o nome a ele. Contei que ele tem o nome que ele tem porque, em 1975, quando a mãe dele nasceu, eu voltava correndo da escola para assistir, na casa de algum vizinho ou amigo meu, a um desenho cujo protagonista se chamava Mitsuo. Toda vez que tenho vontade de ser duas pessoas para fazer o que não posso sendo só uma, como revisar os textos com os quais ganho dinheiro ao mesmo tempo em que faço faxina em minha casa, lembro-me do Mitsuo da televisão, que tinha um boneco, chamado robô-cópia, que ficava igual a quem lhe apertasse o nariz. Só assim para ele se transformar no Superdínamo (acho que só eu escrevo desta forma) e ajudar, com outros Dínamos, um deles um macaco, quem estava em apuros, deixando a família pensando que ele estava no quarto fazendo a lição de casa. Em um dos mais de, se não me engano, 20 episódios que estão no CD que minha amiga Silmara gravou para mim quando eu tinha tempo para frequentar festas, Mitsuo, cansado de sono e de tanto trabalhar para os outros e não ganhar nada, desiste de ser Superdínamo, entregando o capacete, que o deixava com uma força invejável, o emblema, através do qual podia se comunicar, e a capa, com a qual podia voar, ao Super-Homem, não o Clark Kent, mas o chefe dos Dínamos. Se você quer saber se Mitsuo conseguiu dormir sossegado, assista a este episódio.

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